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Aldeias Históricas

CASTELO NOVO

Orago: Nossa Senhora das Graças

População: Cerca de 380 habitantes

Actividades Económicas
Agricultura: Castelo Novo é uma freguesia essencialmente rural, sendo outrora a agricultura a principal actividade de subsistência, actualmente ainda tem alguma expressão assentando em pequenas unidades de tipo familiar, com uma forte componente de autoconsumo. A exploração da terra sempre se fez em regime de policultura com predomínio a batata, o feijão, o milho e algum centeio. Podem ainda verificar-se uma área considerável de olival, souto e pomares. Na pecuária destaca-se a criação de gado ovino e caprino e algum bovino.

Indústria: A localização geográfica de Castelo Novo, junto das ribeiras de Gualdim e Alpreada, estas duas linhas de água constituíram os eixo de uma antiga indústria rural de moenda de cereais e azeitona, onde ainda se podem ver vestígios de azenhas, moinhos e lagares. A ribeira de Alpreada, no seu curso junto a povoação, conheceu durante o século XIX uma significativa indústria textil de lanifícios, a antiga fábrica encontra-se agora em ruínas.
No limite oeste da povoação, na vertente da serra, nascem as "Águas do Alardo", em 1921 o Professor Charles Lepierre classificou-as com hipossalinas radioactivas. Segundo Ascensão Contreiras no manual Hidrológico de Portugal 1951 "como sao mineralizadas as propriedades são benéficas para tratamentos dos rins, diabetes e afecçoes hépáticas".
Desde então, foram muitos os forasteiros que se deslocavam a aldeia para usufruir desta maravilhosa água chegando-se mesmo a construir um hotel para albergar todos os curiosos que se dirigiam a aldeia.
Em 1922 a sua exploração e comercialização foi autorizada. Posteriormente, o desenvolvimento desta indústria passou por fases difíceis, desde 1997 são uma empresa do Grupo Sousa Cintra

Festas e Romarias
Festa em Honra de S. Brás (1o Domingo de Fevereiro)
Festa de Nossa Sra. da Serra (2a Feira seguinte a Páscoa)
Festa de Nossa Sra. da Misericórdia (1o fim de semana de Setembro)
Festa de Santa Ana e São Joaquim (em Setembro)

Património Cultural e Edificado
O Castelo: A sua construção não está bem localizada no tempo; segundo alguns autores terá sido mandado construir por D. Pedro Guterri primeiro alcaide de Castelo Novo (séc. XII). Corresponde a um dos castelos da raia, de influência gótica, com planta longitudinal irregular, localizado num outeiro, tendo a cidadela em duas portas. Uma das portas possui arco de volta perfeita. As muralhas teriam adarves, ameias e merlões.

A Torre de Menagem ou Torre Sineira: Situa-se junto ao Castelo. Fazia parte do complexo defensivo de Castelo Novo, tem quatro pináculos e uma cúpula oriental, que ao fim ao cabo são reminiscências Árabes.

A Casa da Câmara ou Antigos Paços do Concelho: Localiza-se na Praça dos Paços do Concelho, de estilo românico, possui planta longitudinal, fachada principal voltada a praça, com dois pisos, tendo no piso inferior dois arcos de volta perfeita e um arco quebrado, prolongando em abóbada de berço. Os restantes vãos são de lintel recto.

O Chafariz da Praça ou das Três Bicas: Localiza-se na Praça dos Paços do Concelho, encrostado na frontaria da Casa da Câmara. A sua construção data do século XVIII, edificado no reinado de D. Joao V, sofrendo influencias do estilo joanino floreado, possui uma planta trapezoidal, três faces e em cada uma existe uma bica a sair do respectivo florão, a encimar um ramo e com colunata fingida a separar as bicas. A bica central é encimada por um pórtico de agulha em transição que contém um bouquet. A agulha do pórtico aponta para quem mandava em Castelo Novo. A Coroa de D. Joao V.

O Pelourinho: Localizado na Praça em frente aos dos do Concelho, diz-se que é um dos mais curiosos do distrito, corresponde a um pelourinho manuelino de pinha piramidal, tipo heráldico, decorado com meias esferas e motivos vegetalistas estilizados, ainda com os ferros de sujeição. Possui seis degraus octogonais, coluna sem base, fuste octogonal de superfície plana e com peça cilíndrica decorada com esferas armilares.

O Chafariz da Bica: Encontra-se no largo da Bica, data do século XVIII, em termos de arquitectura, sofreu influência barroca. Apresenta um espaldar rectangular, com duas pilastras, rematado por uma cruz latina biselada e o brasão de D. Joao V.
O Chafariz Fundeiro: Também conhecido por Chafariz D’El Rei, situa-se a entrada da povoação, foi oferta de D. Dinis no século XIV.

O Chafariz Fundeiro: Também conhecido por Chafariz D’El Rei, situa-se a entrada da povoação, foi oferta de D. Dinis no século XIV.

Igreja Matriz: Erguida em 1732, dedicada a Nossa Senhora da Graça, é um exemplar de arquitectura religiosa, localizado no largo do Adro.
Igreja da Misericórdia: Situa-se no terreiro da Misericórdia, do século XVII, apresenta influência maneirista.

Igreja da Misericórdia: Situa-se no terreiro da Misericórdia, do século XVII, apresenta influência maneirista.

Capela de Santo António: Localiza-se na rua de Santo António, próximo dos antigos Paços do Concelho.
Capela de Santa Ana: Remonta ao Século XVI XVII, situada perto da escola.

Capela de São Brás: Encontra-se junto ao ramal que liga Castelo Novo a EN18. Foi edificada no século XVI e sofreu influência manuelina e maneirista.

Lagariça: Construída possivelmente no século VII-VIII, de arquitectura civil agrícola. Localizada na Azenha da Lagariça. Construção escavada na rocha granítica, em forma de concha, com planta circular.

Forca: Situada num local chamado cabeço da forca, é constituída por rochedos de forma irregular, que constituem uma espécie de plataforma em cuja base se encontram esculpidas duas caveiras e várias tíbias.

Achados Arqueológicos: Estão-se a realizar escavações arqueológicas junto ao Castelo onde já foram encontradas peças de cerâmica do século XV-XVI e Cetis da mesma época. Em outros locais da aldeia foram também percepcionados vestígios da época romana.

In: www.cm-fundao.pt

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